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Mediocridade

Já falei: não sou fetiche de ninguém. Sou tudo mais ou menos, sempre fico no meio termo.

Não sou preta nem branca. (e nem mulata e nem japonesa) Meu cabelo não é loiro e nem castanho, nem comprido, nem curto. Nem totalmente ruim ele conseguiu ser. Meus olhos não são claros e nem escuros. Não sou magra e nem (ah, ajudem-me) gorda. Não sou bonita mas tenho auto estima suficiente pra não dizer que sou feia. Não sou alta e nem baixa. Não sou pobre mas estou longe de ser rica. 

Uma vez me disseram: ‘mas é isso que faz a beleza.’ Mentira. A beleza é feita de realces.

Outras me disseram: ‘você é a típica mulher brasileira’. Mas qual é a graça de ser brasileira num Brasil onde o legal é ser descendente de europeu/asiático/africano/latino/aborígene/wherevah?

Fiz faculdade de humanas mas tinha aula de física e matemática. Não sei desenhar bem mas desenho melhor do que o meu irmão. Não sou estagiária e nem efetiva. Me formei mas não tenho diploma (ainda).

Sou inteligente mas tenho preguiça suficiente pra me impedir de ser excepcional.

Não sou patricinha e nem roots. Não sou indie e nem fashionista. Não me monto mas tenho minhas vaidades. Não sou casta e nem pego geral. Não sou santinha e nem maria-droguinha.

E eu sempre achei o médio tão sem graça, tão sem sal, tão monótono. E eu sou a personificação disso.

Droga.

Musica II

[faz tempo que quero escrever esse post. Desde o anterior, na verdade...]

Acontece comigo um fenômeno toda vez que pego um cd novo. Na verdade é quase um ciclo.

Primeiro, o estranhamento. A vontade de apertar os botões e ir direto pras músicas conhecidas. E essas ficam sendo as primeiras favoritas.

Em segundo, depois de me acostumar com todas as músicas, escolho novas favoritas, que não são conhecidas ou menos tocadas por aí.

Em seguida, escolho a terceira leva de prediletas, geralmente dura mais do que as anteriores, talvez uma versão derradeira, mudada apenas pela ação do tempo.

E o desfecho: ouço o cd todo mas não consigo mais me satisfazer, parece que não ouvi todas as musicas, parece que ainda virão faixas… Creio esse ser o momento ideal para a chegada do proximo album de tal artista.

É um trajeto natural. Mas me deixa triste no final de tudo pela falta, pela lacuna que se abre depois de um cd que tanto me acompanhou.

(Sou freak?)

Vicio

Eu devo ter probabilidade genética ao vício.

Eu vicio em músicas, em livros, em séries. Eu vicio em pessoas e as sufoco.

Eu vicio em gadgets, eu vicio em twitter, msn, orkut e afins.

E pelo mesmo caminho segue o wordpress. Eu posso viciar, eu me vejo viciando…

É o 8 ou 80. Por enquanto está no abandono, mas o vicio é tão proximo e iminente que me seguro. O meu plano de um post diário pode ir pelo ralo.

Tá, eu estive ocupada e não criei o habito. Talvez sim, talvez não, escolher, renegar… Sei lá….

Wherever.

Cadê…?

Onde estão? A gente se pergunta: ONDE ESTÃO?

Tem alguns tipos de pessoa que eu queria muito encontrar, saber onde se escondem, mas não consigo. Pergunto pra todo mundo que eu conheço, mas ninguém sabe. Na ordem:

1- Cadê as pessoas inteligentes?

Eu não sei aonde estão. Eu vejo uns na média espalhados por aí, mas a maioria que nos rodeia está num nível lamentável. Às vezes não precisa ser mega ultra culto, só saber escrever direito, ou ler um texto e entender o que quer dizer. Talvez saber uma coisa ou outra sobre geografia política e não errar nomes fundamentais da história. Não vou nem pedir pra saber que Tiradentes não morreu e que esse é o feriado mais inútil do ano… Mas enfim… Minimamente inteligentes, que saibam conversar, discorrer sobre um assunto, não falem sobre o que não sabem, não se mostrem pelo que acham que sabem… Um mínimo de inteligência acarreta num minimo de modéstia. Eunão sou fã das regras da abnt, não precisa ser todo formal e acadêmico, só ter algum tipo de conteúdo.

Bom, já que não sabemos onde estão as inteligentes:

2- Cadê as pessoas legais?

Sim, as legais? As divertidas, as engraçadas? Claro que existe um limite aceitável aí, nada de humor idiota. Mas, ah, as agradáveis, as que não incomodam, que aceitam conhecer coisas novas, que não arranjam drama pra tudo…

3- Cadê pelo menos as bonitas?

Okay, desisto dos inteligentes, desisto dos legais, não posso pelo menos ter as bonitas? Pelo menos por paisagem? Só pra olhar? As bem vestidas… Ou pelo menos as não mal-vestidas? Um pouquinho só de senso estético?

[esse mundo tá perdido mesmo...]

Música

Eu não entendo porr* nenhuma de música. Não toco nenhum instrumento, não conheço as vanguardas, não tenho ouvido.

Mas musica é fundamental na minha vida. Ela definitivamente tem trilha sonora.

Eu posso indicar uma musica pra cada pessoa que conheço, pra cada nível de relacionamento, pra cada sentimento, pra cada estação do ano, pra ouvir no carro combinando com o destino ou a origem.

Alguns livros ligam-se a certos cds. Fases são personificada por certos cantores.

Eu sou musicalizada mas de outra forma. Pra mim, a melodia interessa, sim, mas, como não sei identificar os instrumentos que a compoem, guio-me pelas palavras, pela postura do cantor, pelo que ele representa. Talvez esteja me embrenhando por um outro universo e chamando-o erroneamente de ‘musica’, mas pra mim é isso.

Musica pra mim é a unica forma de poesia contemporanea que pode ser admirada. (Depois volto ao assunto pra explicar porque digo isso.)

Mas as vezes eu concordo totalmente com alguém, como me identifico com as coisas que a Kate Nash diz. Ou não, como a Corinne Bailley Rae, que acho irritantemente alegre e ‘romanticuzinho-piegas’ mas adoro ouvir.

Los Hermanos foram uma fase da minha vida. Assim como Nirvana, Cardigans, Madonna e até, mais recentemente, Amy Winehouse.

Tem também os atemporais, que estão mais ligados a alguma emoção do que a algum contexto, como RadioHead, Marisa Monte…

Eu escuto meu mp3 na ordem alfabetica e qdo acaba Cardigans começa CSS. Dá pra ver que a logica termina por aí.

Eu gosto de Justin e gosto de Strokes. Eu gosto de Vanessa da Mata e Raimundos.

Eu gosto de coisas conflitantes e acho isso positivo, pra todos os segmentos, não ia ser diferente na musica.

Regras

Eu adoro ditar regras pra mim mesma. Só pra depois ter o prazer de quebra-las.

Eu só aceito ter 100 amigos no orkut, mas de vez em quando fico com 101 ou 99. E me sinto subversiva.

Acho que um bom blog tem um post diário. Esse negocio de ficar twittando e postando mini-texto, acho brega. Mas eu fazia isso.

Não quero postar aqui aquelas coisas passionais, vou guardar meu pathos pro Incinerador. Digo, vou tentar.

Acho que o blog devia ter fundo branco, mas é preto.

Kinda Vício

Primeiro foi o Blogger, depois o Fotolog, Orkut, Del.icio.us, MySpace, Lastfm, Flickr, Facebook, Polyvore, Twitter… E agora, WordPress.

Não vou dizer que me cadastrei em todas elas (tá, foi a maioria)…

É, é só sugir alguma nova ferramenta internética que eu acabo me cadastrando, depois esquecendo. Não, mentira, eu não esqueço. Faço minhas as palavras do nullius:

“Porque, não que eu queira sumir com tudo que postei por lá - até porque não quero deletar nada, vai continuar tudo de pé -, mas é que ler coisas que eu escrevi com 17 anos dá vergonha demais.”

É tipo isso. Não quero esquecer as fotos que postei no meu fotolog, mesmo que lá apareçam pessoas ou coisas que eu não quero ver. Não quero deletar o que escrevi quando tinha 14 anos. Eu adoro registros do passado, faço isso pra contabilizar o meu passado. É tipo um hobby. Porque sei que depois de alguns anos, as emoções ficam irreconheciveis, os fatos parecem que foram sonhos, os personagens desaparecem meio a multidão. Mas não quero esquecer de nada. Quero me lembrar de cada sensação volatil demais pra ficar gravada da memória física do meu cérebro. Sem contar que estou ficando velha e não sobra mais memória pra nada.

Enfim, pra parar com a enrolação, aqui estou eu, criando mais um link julferbas, pra escrever sobre nada, sem pretensão nenhuma de que ninguém leia, só eu, pra expor meus pensamentinhos orgulhosos e pra provavelmente no futuro catalogar como mais um ‘widget’ que já possuí.

Ah, também tem o fato de eu ser uma compulsiva por oportunidades pra escrever. Isso sim é um vício meu.

Hello world!

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