Your eyes, they tell me

•julho 31, 2011 • Deixe um comentário

Talvez ninguém mais veja, mas eu sei que você também vê. Nós dois, existe uma tensão no ar.

Poderia ser explosivo, admito. Tenho que me controlar. Nem o motivo direito eu conheço, mas a vontade era correr pra cima de você.

E eu sei porque você nunca olha nos meus olhos. Você está sempre desviando, fugindo. Não sabemos nada um do outro porque sentimos todo esse medo de nos aproximarmos. Você por causa dela.

Nós nunca baixamos a guarda, mas eu sei.

O amor é para tolos

•julho 31, 2011 • Deixe um comentário

As músicas de amor com as quais me identifico quase sempre trazem o termo ‘fool’. Deve ser porque realmente acredito que ficamos tolos quando gostamos de alguém. Achamos tudo bonitinho, vemos nas entrelinhas coisas que não existem, fazemos coisas pra depois nos arrependermos e pensamos ‘Como fui idiota!’.

“Quem guiou você, vagou em mim…”

•abril 10, 2011 • Deixe um comentário

Esse sentimento que você provoca em mim… Toda essa tristeza projetada que você tem em seu coração, eu quero pra mim. Eu quero aspirá-la, quero englobá-la, quero levar comigo.

Eu quero engolir você, quero fagocitar sua dor, quero beber suas lágrimas.

Seu blues me fascina. Nada me encanta mais do que um homem irremediavelmente triste.

Ops, I didn’t know I couldn’t talk about sex

•fevereiro 18, 2011 • Deixe um comentário

Sexo. Não gosto de falar ‘transar’. Muito menos ‘fazer amor’. Eu, nunca, em toda a minha vida, usei essa expressão.

Amor, pra mim, não tem nada a ver com sexo. Amor é uma coisa que você sente quando vê a pessoa vestida. Quando ela fala com você. Quando você a olha nos olhos. Quantas pessoas amo e amei que nem sequer consigo imaginar comigo numa cama?

Sexo não.

Fazer sexo. É assim que eu falo. Sei lá se é gramaticalmente apropriado. Mas é como me sinto bem.

Racionalmente falando, sexo não tem absolutamente nada a ver com amor.

Quantas vezes você já não se viu morrendo de tesão num quarto com uma pessoa que, se parasse bem pra pensar, nem conhecia direito? E é isso que mais excita. Fazer por fazer, só porque deu vontade, só porque deu aquela coceguinha na sua barriga, só porque você não consegue manter suas pernas fechadas, porque o cara te segura de um jeito que você não consegue fugir….

No amor não. Você faz porque é cúmplice. Porque quer agradar mais o outro do que a si mesmo. E vice versa. E acaba dando certo. Porque existe confiança de que não haverá complicações, que nenhuma foto sua aparecerá no facebook ou vídeo impróprio em qualquer site pornográfico.

Mas o sexo por sexo, bom mesmo, não está nem aí pra isso. Na verdade acho que até inclui o risco. Do tipo ‘não devo fazer isso porque se alguém souber… ah, mas quer saber? foda-se…’

Confesso que sou uma pessoa que se apega fácil. Mas a verdade é que eu posso lidar com isso. Colocando a imaturidade de lado. Eu não quero trocar uma boa noite com alguém pela segurança. (que segurança?)

O amor invariavelmente acaba. As pessoas se casam e, de repente, se veem imaginando estar com outras em suas camas. O desejo acaba, diminui….

Então, se é efemero, se é diverso, independente, por que não?

Se o ciclo se completa em, sei lá, boas 3 horas no período do motel, por que não?

Nós não somos mais crianças. Sentimentos dependem de muitas outras coisas. O instinto que nos move não.

Fazemos sexo com nossos namorados por comodismo. Porque não é preciso convencer, provar nada, porque queremos satisfazê-lo.  E só.

Mas quantos homens e mulheres não vemos num só dia que não nos causam ‘sensações pecaminosas’? Sem nenhum sentimento envolvido? E então chegamos a noite com nossos parceiros e satisfazemos aquele ímpeto que ficou pendente durante o dia?

Não é preciso negar. Isso existe. Existe para os homens. Existe sim para nós mulheres.

 

Afinal, não se esqueçam, eu sou uma pária do amor. Se não posso ter um, pelo menos o outro terei…

Silêncio

•agosto 29, 2010 • Deixe um comentário

prefiro o silêncio.

Se São Paulo fosse uma mulher…

•agosto 10, 2010 • Deixe um comentário

Se a cidade São Paulo fosse uma mulher e eu um homem, nesse momento ela estaria dizendo isso pra mim:

Hoje você me deixou
Quer dizer
Hoje você me deixou de novo
Depois a gente volta
Sempre voltou
Você voltou
Voltou sempre que me deixou
Mas há sempre algo que se lasca
Que se acaba
Uma magia que se estraga
Uma vela que se apaga
Aos poucos
Um abalo que um dia, talvez, não dê mais jeito
Uma ofensa que, talvez, desta vez, não dê conserto
E então chega um dia em que eu não te reconheço
Um dia que não vem depois do outro
Uma certa noite
Fora do tempo
E então um dia eu não me reconheço
E quero o que eu nem sabia
Que era isso que eu queria

Uma noite tão quente como essa
Pode ser um novo começo
Poder, querer, ser
Sem ter você

3 na Massa, Confraria das Sedutoras, adoro-adoro esse álbum.

quinta-feira-i-wanna-die

•março 5, 2010 • 1 comentário

Eu penso em você às quintas feiras. Em vocês.

Eu penso em você e em todos os outros. Lembro de todas as coisas que eu daria tudo pra esquecer.

Todas as frustrações, tenham elas nomes ou sejam elas difusas.

Tristezas, dores, cinzas…

Eu simplesmente estou tão cansada, tão cansada de nunca ser feliz….

E as quintas-feiras são meu fundo do poço.

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.