Mediocridade

Já falei: não sou fetiche de ninguém. Sou tudo mais ou menos, sempre fico no meio termo.

Não sou preta nem branca. (e nem mulata e nem japonesa) Meu cabelo não é loiro e nem castanho, nem comprido, nem curto. Nem totalmente ruim ele conseguiu ser. Meus olhos não são claros e nem escuros. Não sou magra e nem (ah, ajudem-me) gorda. Não sou bonita mas tenho auto estima suficiente pra não dizer que sou feia. Não sou alta e nem baixa. Não sou pobre mas estou longe de ser rica. 

Uma vez me disseram: ‘mas é isso que faz a beleza.’ Mentira. A beleza é feita de realces.

Outras me disseram: ‘você é a típica mulher brasileira’. Mas qual é a graça de ser brasileira num Brasil onde o legal é ser descendente de europeu/asiático/africano/latino/aborígene/wherevah?

Fiz faculdade de humanas mas tinha aula de física e matemática. Não sei desenhar bem mas desenho melhor do que o meu irmão. Não sou estagiária e nem efetiva. Me formei mas não tenho diploma (ainda).

Sou inteligente mas tenho preguiça suficiente pra me impedir de ser excepcional.

Não sou patricinha e nem roots. Não sou indie e nem fashionista. Não me monto mas tenho minhas vaidades. Não sou casta e nem pego geral. Não sou santinha e nem maria-droguinha.

E eu sempre achei o médio tão sem graça, tão sem sal, tão monótono. E eu sou a personificação disso.

Droga.

~ por julferbas em julho 18, 2008.

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