Hablar sobre la naturaleza

Toda vez que penso ‘sobre o que iremos falar?’, me vem essa frase do Erico no Olhai os Lírios do Campo (não tenho mais memória e não tenho mais certeza se a informação procede). Enfim…

Toda vez que clico nesse wordpress, acho que devia postar mais. Mas, sim, repetindo, não quero viciar nisso. Já não basta o twitter. (gente, tô ultra viciada)

Continuando: olho meus posts e concluo que 4,5 anos de faculdade de ícones não me ajudaram com os caracteres e que preciso aprender a escrever de novo. Não quero dizer de novo como se um dia tivesse sabido. É a falta de memória puxando a falta de vocabulário puxando erros gramaticais…. E aí lembro da gente dizendo ‘vamos ser neomodernistas’ só pra não precisar escrever direito. Escrever errado é old-fashioned. E pra isso virar hype precisa de um talento que não tenho. Portanto, antes que venham os tomates, melhor atentar às regras.

Não me lembro mais o objetivo que tinha com esse post. Ah, lembrei: nenhum. Só hablar em circulos.

É phyno gente que escreve sobre nada e consegue ser interessante. Tipo Senfield (que não vejo graça nenhuma, diga-se).  Já eu adoro temas batidos tipo amor, desilusão, descrença, pessimismo, essas coisas que já cansaram de ser escritas. E obviamente não me destaco porque mil autores tiveram, no mínimo, a idéia antes de mim. E obviamente não irei me destacar por causa do óbvio ululante: não é porque sei juntar b+a=ba que vou escrever bem, né…

Mas blogs são livres e qualquer zé-tecladinho faz um e ‘é nóis’.

Acho divertidíssimo esse negocio de ‘expressar os sentimentos’. Primeiro porque acho que tenho uma certa propensão genetica a guardar as coisas que queria ter dito, então escrever é um desabafo, tira peso de mim e não me sinto humilhada (sim, sou orgulhosa e acho que qualquer coisinha fere meu orgulhinho-querido).

Segundo: por contabilidade. Sério, cheguei a essa palavra pra definir. Eu gosto de contabilizar sentimentos. Ter uma nota impressa ali pra me lembrar onde gastei energia. (Ainda bem que pensei nisso antes da falta de memória) Sentimentos são voláteis demais e não quero esquecer deles. ‘Guardo-os em vidrinhos numa prateleira’.

E aí é legaaaaaal, qualquer um pode se atirar da janela, entrar na banheira e ligar o secador de cabelo, beber até desmaiar, ser feliz ou morrer de tristeza. Adoro. Posso exagerar o meu natural exagero sem que ninguém me condene por isso.

Sou exagerada. Até mesmo com a culpa-pós-piti. Eu fico fatalmente magoada com algo, nunca mais quero falar com alguém, me acho a pior pessoa do mundo por tudo depois. É fato, é ciclico, não posso evitar.

(E a pior coisa é se sentir condenado por si mesmo)

Fico uns minutinhos lá curtindo a minha fossa ou tendo esperança de algum amor-breve-de-metrô, depois guardo minhas folhinhas na pasta quadriculada ou clico no ‘publicar’. E são meus.

Claro que seria legal se do nada meu blog bombasse sem que eu fizesse a menor questão, mas eu-tô-nem-aí, viu… O anonimato na internet é um pouco cruel, mas o ‘diarinho’ me basta.

Não quero falar sobre o que fiz hoje. Não quero reclamar do meu job, não quero reclamar dos meus colegas, nem do metrô, nem do tempo seco, nem do sono. No máximo, reclamaria por desilusões amorosas, mas isso é vício e  procuro desilusões amorosas pra escrever até na fila do restaurante. Eu me canso de mim mesma. Acho que sou uma viciada em amores breves silenciosos e sofro separações todas as noites antes de dormir por pessoas que nem mesmo escutei a voz. É, eu sofro inutilmente e essa é a única semelhança/união com os grandes autores: sofrimento (real ou ilusório) impulsionando a criatividade.

Amanhã de manhã, por exemplo, vou sofrer de sono pois está tarde e tenho que trabalhar.

Chega de ‘naturaleza’ por hoje.

~ por julferbas em julho 31, 2008.

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