Ops, I didn’t know I couldn’t talk about sex

Sexo. Não gosto de falar ‘transar’. Muito menos ‘fazer amor’. Eu, nunca, em toda a minha vida, usei essa expressão.

Amor, pra mim, não tem nada a ver com sexo. Amor é uma coisa que você sente quando vê a pessoa vestida. Quando ela fala com você. Quando você a olha nos olhos. Quantas pessoas amo e amei que nem sequer consigo imaginar comigo numa cama?

Sexo não.

Fazer sexo. É assim que eu falo. Sei lá se é gramaticalmente apropriado. Mas é como me sinto bem.

Racionalmente falando, sexo não tem absolutamente nada a ver com amor.

Quantas vezes você já não se viu morrendo de tesão num quarto com uma pessoa que, se parasse bem pra pensar, nem conhecia direito? E é isso que mais excita. Fazer por fazer, só porque deu vontade, só porque deu aquela coceguinha na sua barriga, só porque você não consegue manter suas pernas fechadas, porque o cara te segura de um jeito que você não consegue fugir….

No amor não. Você faz porque é cúmplice. Porque quer agradar mais o outro do que a si mesmo. E vice versa. E acaba dando certo. Porque existe confiança de que não haverá complicações, que nenhuma foto sua aparecerá no facebook ou vídeo impróprio em qualquer site pornográfico.

Mas o sexo por sexo, bom mesmo, não está nem aí pra isso. Na verdade acho que até inclui o risco. Do tipo ‘não devo fazer isso porque se alguém souber… ah, mas quer saber? foda-se…’

Confesso que sou uma pessoa que se apega fácil. Mas a verdade é que eu posso lidar com isso. Colocando a imaturidade de lado. Eu não quero trocar uma boa noite com alguém pela segurança. (que segurança?)

O amor invariavelmente acaba. As pessoas se casam e, de repente, se veem imaginando estar com outras em suas camas. O desejo acaba, diminui….

Então, se é efemero, se é diverso, independente, por que não?

Se o ciclo se completa em, sei lá, boas 3 horas no período do motel, por que não?

Nós não somos mais crianças. Sentimentos dependem de muitas outras coisas. O instinto que nos move não.

Fazemos sexo com nossos namorados por comodismo. Porque não é preciso convencer, provar nada, porque queremos satisfazê-lo.  E só.

Mas quantos homens e mulheres não vemos num só dia que não nos causam ‘sensações pecaminosas’? Sem nenhum sentimento envolvido? E então chegamos a noite com nossos parceiros e satisfazemos aquele ímpeto que ficou pendente durante o dia?

Não é preciso negar. Isso existe. Existe para os homens. Existe sim para nós mulheres.

 

Afinal, não se esqueçam, eu sou uma pária do amor. Se não posso ter um, pelo menos o outro terei…

~ por julferbas em fevereiro 18, 2011.

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